Wednesday, February 23, 2005

Tem que ser, não é?

Isto tem que começar por algum lado. Sentados e confortáveis? Então vamos lá, isto não vai doer nada.

Estes nomes fazem parte do imaginário cá do tasco, porque estavam sempre no telejornal das oito há muitos muitos anos.

Entretanto, já ninguém fala deles, a não ser eventualmente as reprises na RTP Memória. Na língua de Camões, são aqueles que "fell off the radar".

Lech Walesa - Este rapaz era o sindicalista da Polónia que chegou a presidente. Lembro-me de o ver de anorak e bigodaça, à frente das manifestações do "Solidariedade" ("Sólidarnósque" no original), quando a Polónia era o país mais estrangeiro que podia haver.

Pershing 2: Estes senhores altos e bicudos eram a Fórmula 1 dos mísseis de cruzeiro (em bom português, "nukes") nos anos 80, mais especificamente, os Euro-mísseis, que os EUA punham à porta do Pacto de Varsóvia. À medida que a guerra fria foi arrefecendo, foram sendo destruídos. Oh.

Ernâni Lopes: O ministro das Finanças e Plano sem H. Ou "quando Max Schreck era júri de concursos pelo Governo Civil". Teve os dias de glória entre 1983 e 1985, no governo do Bloco Central.

Perez de Cuellar: Javier, Javier...Este senhor, para quem se lembra, secretariou a ONU nos idos de 80. Tem um nome que soa bem, nobre e redondo. O seu sucessor também não estava mal, com o seu nome de musical indiano: Boutros Boutros-Ghali.

Leonid Brejnev: O chefe dos sovietes desde 1966 deixou a sua marca por ter metido os russos no Afeganistão, mas sobretudo pelas fabulosas aparições na tribuna sobranceira à Praça Vermelha. O barrete coberto de flocos de neve...os acenos robóticos...a face inexpressiva.

Ayatollah Khomeini: O líder iraniano de 1979 a 1989, que tinha sempre toda a gente afectuosamente aos berros e aos tiros à volta... ou "o padrasto antipático do Sandokan".

Mais à medida que me lembrar.

1 Comments:

Blogger Ioachimescu said...

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12:49 PM  

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